“As pessoas estão viciadas em humor. Mais um jeito de fugir da realidade.”

Facebook, Twitter, todo momento tem alguém fazendo uma piada ou postando um meme engraçado. É normal querer ser engraçado. Todo mundo gosta de rir e de fazer rir. Com a internet fica ainda mais fácil, nem precisa pensar, é só clicar em compartilhar e pronto. Talvez essa facilidade que seja o problema. Tudo em excesso não é bom.

Existe aquele velho lema, usar o humor como defesa pessoal com o proposito de desviar de um assunto delicado. E me parece que este mal, que deveria ser apenas uma fase do amadurecimento de cada um, está tomando proporções exageradas. Adolescentes mais velhos.

Impulsionadas pelas redes sociais, uma piada tem muito mais visibilidade que assuntos mais sérios. O comprometimento de uma piada é superficial. Não estou julgando os comediantes, mas sim a capacidade de transformar assuntos mais sérios em piadas, fugindo da discussão que possibilitaria resolver ou, pelo menos, melhorar. 

Como se fosse os viciados em cerveja que precisam ficar bêbados todos os dias para esquecer os problemas da vida, em vez de encará-los. 

Rir faz bem demais. Rir demais faz mal. 


“O momento que você percebe que um livro pode mudar sua vida.”

A frase em questão é incompleta de propósito. Fui buscar um instante, um click, em que o leitor de livros percebe a dimensão que a vida pode ter e opta por ler mais. 

No Brasil, a leitura não é muito popular. A população não faz ideia dos benefícios que um livro pode trazer. Considero que qualquer leitura já traz uma melhora da concentração. Ajudando o foco no trabalho e ao lidar com as decisões da vida sem deixar pra lá. Um livro pode ser deixado de lado enquanto pensamos a respeito do último parágrafo. Assim, temos tempo para decidir concordar ou não com as atitudes do personagem principal. Já, na TV temos comentaristas de futebol e atores nas novelas decidindo por você. E, fazendo de tudo para que volte no dia seguinte.

Não existe tempo para pensar, quanto mais para ler.

Existem livros que tem o objetivo de mudar a sua vida para melhor. São chamados autoajuda. Não entendo porque o preconceito com o nome. Ser autodidata é uma coisa boa. Muitos criticam dizendo que você vai se tornar igual a todo mundo e vai perder a individualidade lendo estes livros. Só podem ser comentários de telespectadores assíduos, acostumados a ter opiniões que o jornalista da TV deu pra ele. É possível discordar da leitura. Há tempo para pensar e decidir.


Teoria do Guarda-chuva

Existe uma teoria popular, brasileira e pessimista, que diz que quando se leva um guarda-chuva consigo, a chance de chover ao fim do dia diminui.

Como acho que o otimismo é o segredo da felicidade, gosto de acreditar nesta teoria. Porém, com uma pequena diferença:

Quando o tempo está fechando, pergunto para quem estiver do meu lado se tem guarda-chuva. Caso positivo, fico tranqüilo que vai "espantar" a chuva. Caso contrário, pergunto pra outra pessoa.

Assim, não preciso andar com guarda-chuva. Transformo o pessimismo dos outros em otimismo pra mim e depois empresto pra quem quiser.

Chuva tem hora certa, depois que eu chegar em casa!

"As pessoas são diferentes quando estão em um grupo. 3 pessoas formam um grupo."

É interessante como as pessoas agem diferente quando estão em um grupo. Como se a necessidade de se sentir enturmado faça pequenas mentiras surgirem mais facilmente. Normalmente para impressionar, ou para não impressionar negativamente, é ajustada uma ou outra característica pessoal.

Até acho natural que todos queiram se sentir parte de algo. Mas, há limites, pessoais principalmente. As vezes o líder de um grupo é o desconhecido de um outro. Faz parte das afinidades da vida. Não existe o melhor em tudo.

Acredito que só conhecemos alguém de verdade quando conversamos a sós. E sem julgamentos. Sem cobranças. Sem nada. Sem que existam pré-concepções a respeito das respostas. Mesmo das perguntas retóricas.

Apenas a liberdade de ouvir com atenção e observar as diferenças.

Porque P8?

Resolvi inventar um apelido pra mim. Algo diferente, porém discreto. Algo que se destaque perante uma lista de nomes, mas não muito. Nomes compridos são metidos demais. P8 é simpático, curioso, simples, direto e instigante.

P de Pedro, meu nome que gosto muito e aprendi a viver em volta dele. A letra P é firme e decidida. Une os lábios com força. Só solta a voz quando tem certeza.

8 é o número que escolhi para me acompanhar. Como todo menino brasileiro, tinha o sonho de ser jogador de futebol, gostava de jogar no meio-campo e tinha os números 7 e 8 como preferidos.

Quando eu tinha 13 anos, fui jogar um campeonato de futebol e tive de escolher um número. Preferi o 8, pois era mais despretensioso, o 7 tinha muitos pretendentes. Além disso, 8 pode significar infinito. Pode ser desmembrado em 3, em É, em 0(zeros). A multiplicidade me fascina.

Com 14 anos comecei a fazer kung fu e aprendi que as formas redondas eram melhores respostas para a vida. Um soco deve ser desviado, e não, combatido. Círculos são ciclos, tem o lado ruim, mas sempre volta ao lado bom. Yin Yang. O 8 não tem pontas.

O Kung Fu teve grande importância na minha vida, assim como as filosofias chinesas que aprendi através desta arte. Então, saber que os chineses assinam o número 8 como um número de sorte, gera mais uma afirmação de que estou no caminho certo. O meu.


P8 é a minha personalidade que busco descobrir e desenvolver diariamente.

"A vida aumenta a medida que refletimos sobre as menores coisas."

Detalhes unidos formam conteúdos. Uma vez que pensamos intrinsecamente sobre os fatos, notamos partes impensadas. Detalhes deixam de ser pequenos quando são notados e observados. Pensados, e colados à vida como uma nova peça que se junta ao todo em si. Cada um usa como cola sua peculiar interpretação. Construindo assim sua própria percepção das coisas.

A vida é formada por infinitos detalhes. Todavia, todos que surgem à superfície constantemente são mais óbvios e identificáveis. Pensando bem, mesmo estes podem ter novas interpretações.

Como por exemplo o ato de RESPIRAR. Todos respiram, mas as pessoas que já pensaram no ato em si: inspirar, utilizar o diafragma e expirar em tempos tranqüilos e determinados têm uma noção mais completa sobre o que é respirar, em minhas palavras, têm uma vida maior.

Existem filmes, músicas e livros que dissecam os menores assuntos a ponto de explicar ou fazer perceber os detalhes da vida. Por este motivo são tratados como cultura.

Compreender as minucias e tirar conclusões aumenta os pontos de vista, ajudando assim a respeitar opiniões contrárias e definir mais as próprias.

"Felicidade demais esconde tristeza."

Noto um excesso de felicidade em algumas pessoas. Indivíduos que não conseguem desperdiçar uma oportunidade de fazer graça. Utilizam as piadas com descaso, e costumam rir de tudo. Tudo pode ser engraçado em uma mente destinada a fazer rir. Uma frase bem colocada, uma resposta com a entonação certa ou até mesmo uma careta espontânea.

Não os acho bobos, fazem sem perceber. Utilizam o humor para esquecer os problemas da vida ao invés de encará-los, como uma defesa inconsciente, uma fuga intempestiva nos momentos de fragilidade.

No entanto, ao enxergar o humor como um tema e não um improvável inexplorado, conseguimos medir o inconsciente pelo consciente e torná-lo menos abstrato. Assim, facilitando o emprego do humor nos momentos apropriados, sem apelação. Sem exagero.

Um exemplo de felicidade exacerbada é a melancolia dos palhaços. É uma antítese simples, um sorriso triste. Algo feliz por fora, mas triste em essência. Talvez por este motivo existem tantas opiniões discrepantes sobre eles.