“Seja mais tolerante com os erros dos outros, assim será mais tolerante com seus próprios erros.”


Criticar está onipresente nos dias de hoje. As pessoas julgam e são julgadas porque julgam o tempo todo. É um circulo. Quem não julga ou não reclama dos outros, normalmente, é estranho. Contudo, funciona. É menos condenado pelos outros. Tem uma frase taoista que diz:

“A person who lives correctly,
When travelling on foot, will never meet a buffalo or tiger.
How so? Because “death” has no part of them.” (Lao Tzu)

“Uma pessoa que vive corretamente, em uma jornada a pé, nunca encontrará um búfalo ou um tigre. Mas, como? Porque a morte não faz parte dela.”

Quem nunca fala mal dos vizinhos, é esquecido na hora que os vizinhos estão falando mal. Vive fora do ciclo vicioso. A parte ruim também faz parte das pessoas, não deve ser apontada.

A visão intrínseca é ainda mais importante. Aceitando mais as outras pessoas como elas são, o próprio indivíduo se aceita mais como é. Com seus defeitos e teimosias. A busca pela serenidade e felicidade passa por este caminho.

“Termine seus emails com perguntas. Por quê?”


Escrever email é uma arte. A comunicação escrita tem muitas vantagens que muita gente não percebe. A principal delas é ser ouvido, muitas pessoas tem dificuldade de ouvir argumentos por muito tempo, teimam em interromper. Porém, um texto bem escrito prende o destinatário e possibilita que a ideia seja entregue de uma forma mais completa.

Algumas dicas para prender o leitor e obter sua resposta com a maior precisão possível:

1. Para, com/cópia e com/cópia oculta são coisas sérias.

    Para - Coloque o email da pessoa que deve responder ou a quem é destinada a informação. Geralmente, é uma pessoa apenas. Pense bem antes de preencher.
    com/cópia - Todos os outros que devem saber do assunto, mas não tem ação direta a fazer neste momento.
    com/cópia oculta - Use com o propósito de proteger a privacidade dos usuários dos emails.

2. Assunto - Quanto mais simples melhor. Ex: "Casa na Árvore"

3. Início / meio / fim. 

A outra pessoa não está dentro da sua cabeça (Lembre-se sempre disso). Faça uma introdução do assunto, como se estivesse fazendo uma redação do colégio. Um aquecimento para o assunto em questão.

Ex: "Sobre aquele projeto de construir uma casa na árvore."

Então, descreva o assunto detalhadamente com o menor número de palavras possíveis. Não tenha medo de usar tópicos. Eles deixam a ideia mais clara e o email mais limpo.

Ex:"Cortamos a árvore com a serra.
       Buscamos os galhos 
       Montamos conforme as instruções do site."

Finalize sua ideia. Dê sua opinião.

Ex."Eu acho que conseguimos fazer. Só precisamos de uma serra." 

4. Termine com uma pergunta.

Sempre termine com uma pergunta, seja bem claro com o que você precisa que o destinatário te responda.

Ex: "Você pode trazer a sua serra semana que vem?"

5. Assinatura - Email e telefone sempre.


O leitor foi conduzido para a pergunta final elegantemente. Ele pode responder sim ou não, mas a ideia foi passada de forma completa. A chance de desentendimentos e erros de comunicação diminui bastante.

Sem a pergunta final, o destinatário não sabe, exatamente, o que o remetente quer e fica enrolando para responder. Os emails se acumulam e são tratados como vilões.

Nada impede que sejam feitas mais de uma pergunta no mesmo email, mas elas devem sempre ser as últimas frases lidas. Apenas a assinatura vem depois, para deixar claro a quem responder.


E você, vai terminar seus emails com perguntas a partir de agora?



“As pessoas estão viciadas em humor. Mais um jeito de fugir da realidade.”

Facebook, Twitter, todo momento tem alguém fazendo uma piada ou postando um meme engraçado. É normal querer ser engraçado. Todo mundo gosta de rir e de fazer rir. Com a internet fica ainda mais fácil, nem precisa pensar, é só clicar em compartilhar e pronto. Talvez essa facilidade que seja o problema. Tudo em excesso não é bom.

Existe aquele velho lema, usar o humor como defesa pessoal com o proposito de desviar de um assunto delicado. E me parece que este mal, que deveria ser apenas uma fase do amadurecimento de cada um, está tomando proporções exageradas. Adolescentes mais velhos.

Impulsionadas pelas redes sociais, uma piada tem muito mais visibilidade que assuntos mais sérios. O comprometimento de uma piada é superficial. Não estou julgando os comediantes, mas sim a capacidade de transformar assuntos mais sérios em piadas, fugindo da discussão que possibilitaria resolver ou, pelo menos, melhorar. 

Como se fosse os viciados em cerveja que precisam ficar bêbados todos os dias para esquecer os problemas da vida, em vez de encará-los. 

Rir faz bem demais. Rir demais faz mal. 


“O momento que você percebe que um livro pode mudar sua vida.”

A frase em questão é incompleta de propósito. Fui buscar um instante, um click, em que o leitor de livros percebe a dimensão que a vida pode ter e opta por ler mais. 

No Brasil, a leitura não é muito popular. A população não faz ideia dos benefícios que um livro pode trazer. Considero que qualquer leitura já traz uma melhora da concentração. Ajudando o foco no trabalho e ao lidar com as decisões da vida sem deixar pra lá. Um livro pode ser deixado de lado enquanto pensamos a respeito do último parágrafo. Assim, temos tempo para decidir concordar ou não com as atitudes do personagem principal. Já, na TV temos comentaristas de futebol e atores nas novelas decidindo por você. E, fazendo de tudo para que volte no dia seguinte.

Não existe tempo para pensar, quanto mais para ler.

Existem livros que tem o objetivo de mudar a sua vida para melhor. São chamados autoajuda. Não entendo porque o preconceito com o nome. Ser autodidata é uma coisa boa. Muitos criticam dizendo que você vai se tornar igual a todo mundo e vai perder a individualidade lendo estes livros. Só podem ser comentários de telespectadores assíduos, acostumados a ter opiniões que o jornalista da TV deu pra ele. É possível discordar da leitura. Há tempo para pensar e decidir.


Teoria do Guarda-chuva

Existe uma teoria popular, brasileira e pessimista, que diz que quando se leva um guarda-chuva consigo, a chance de chover ao fim do dia diminui.

Como acho que o otimismo é o segredo da felicidade, gosto de acreditar nesta teoria. Porém, com uma pequena diferença:

Quando o tempo está fechando, pergunto para quem estiver do meu lado se tem guarda-chuva. Caso positivo, fico tranqüilo que vai "espantar" a chuva. Caso contrário, pergunto pra outra pessoa.

Assim, não preciso andar com guarda-chuva. Transformo o pessimismo dos outros em otimismo pra mim e depois empresto pra quem quiser.

Chuva tem hora certa, depois que eu chegar em casa!

"As pessoas são diferentes quando estão em um grupo. 3 pessoas formam um grupo."

É interessante como as pessoas agem diferente quando estão em um grupo. Como se a necessidade de se sentir enturmado faça pequenas mentiras surgirem mais facilmente. Normalmente para impressionar, ou para não impressionar negativamente, é ajustada uma ou outra característica pessoal.

Até acho natural que todos queiram se sentir parte de algo. Mas, há limites, pessoais principalmente. As vezes o líder de um grupo é o desconhecido de um outro. Faz parte das afinidades da vida. Não existe o melhor em tudo.

Acredito que só conhecemos alguém de verdade quando conversamos a sós. E sem julgamentos. Sem cobranças. Sem nada. Sem que existam pré-concepções a respeito das respostas. Mesmo das perguntas retóricas.

Apenas a liberdade de ouvir com atenção e observar as diferenças.

Porque P8?

Resolvi inventar um apelido pra mim. Algo diferente, porém discreto. Algo que se destaque perante uma lista de nomes, mas não muito. Nomes compridos são metidos demais. P8 é simpático, curioso, simples, direto e instigante.

P de Pedro, meu nome que gosto muito e aprendi a viver em volta dele. A letra P é firme e decidida. Une os lábios com força. Só solta a voz quando tem certeza.

8 é o número que escolhi para me acompanhar. Como todo menino brasileiro, tinha o sonho de ser jogador de futebol, gostava de jogar no meio-campo e tinha os números 7 e 8 como preferidos.

Quando eu tinha 13 anos, fui jogar um campeonato de futebol e tive de escolher um número. Preferi o 8, pois era mais despretensioso, o 7 tinha muitos pretendentes. Além disso, 8 pode significar infinito. Pode ser desmembrado em 3, em É, em 0(zeros). A multiplicidade me fascina.

Com 14 anos comecei a fazer kung fu e aprendi que as formas redondas eram melhores respostas para a vida. Um soco deve ser desviado, e não, combatido. Círculos são ciclos, tem o lado ruim, mas sempre volta ao lado bom. Yin Yang. O 8 não tem pontas.

O Kung Fu teve grande importância na minha vida, assim como as filosofias chinesas que aprendi através desta arte. Então, saber que os chineses assinam o número 8 como um número de sorte, gera mais uma afirmação de que estou no caminho certo. O meu.


P8 é a minha personalidade que busco descobrir e desenvolver diariamente.