“Pessoas nervosas e estressadas demais externam suas frustrações internas.”



Normalmente, pessoas estressadas são pessoas normais que aprenderam a liberar suas frustrações gritando e sendo negativas. Provavelmente por exemplos dos tempos de criança. Aprenderam que gritar mais alto ganha discussões. Cresceram querendo impor vontades na marra. Como não é possível sempre, não sabem lidar.

Passam a viver enxergando o mundo como sempre viram, escuro, tenso, inóspito. Injusto.

O problema é que tudo que acontece depois é consequência desta atitude inicial. A sensação inconsciente é percebida pelas outras pessoas que convivem. Respostas ríspidas são comuns e o ciclo continua.

Minha dica é tratar estas pessoas com ainda mais simpatia e compreensão. Elas estão tão acostumadas a serem rebatidas com fúria que quando são tratadas com mais calma se sentem até estranhas, sem entender muito bem o que aconteceu. Talvez continuem gritando, talvez não. Mas, não deixamos a energia destrutiva alheia nos incomodar.

Caso seja difícil manter a tranquilidade, lembre-se da frase do título. Sempre são frustrações internas que estas pessoas não aprenderam a lidar. Sinta-se bem por não ser você.



“Qualquer pessoa adora ensinar para quem adora aprender.”




Todo mundo gosta de falar. Até mesmo os mais tímidos ficam confiantes quando comentam um assunto que dominam de verdade. Porém, esta confiança e energia é determinada tanto pelo que fala quanto pelo que ouve. 

No mundo atual, a vontade de aprender é cada vez maior, porém com tantas distrações o foco se perde e pouco se retém de informação. Defendo que haja mais interesse nas perguntas e atenção ao ouvir as respostas. 

A pergunta certa e interesse genuíno fazem qualquer pessoa mal humorada se sentir bem explicando suas atitudes. Assim como, outros mais quietos se tornarem mais falantes. Passar conhecimento faz bem.

Professores são estimulados pelos alunos mais interessados. 

Entusiasmo e sede de conhecimento. Quem adora aprender, transforma qualquer pessoa em professor.



“3 Melhores livros que já li.”

1. The Monk Who Sold His Ferrari. (Robin Sharma)

Lição: Auto-conhecimento.

Comprei este livro em inglês com o objetivo de praticar a língua. O título engraçado me cativou. Mas, não imaginava que seria um livro tão importante na minha vida. 

É uma fábula que conta a história de um advogado que tinha muito dinheiro e tem um ataque cardíaco. Larga tudo e passa 1 ano em uma busca espiritual. As lições que ele passa ao seu ex-pupilo de advocacia são o tema central de como levar uma vida completa. Isso provoca muitas reflexões incríveis.

2. Como fazer amigos e influenciar pessoas. (Dale Carnegie)

Lição: Relacionamentos.

Um grande amigo me apontou esse livro em uma livraria. Alguém que admirava pelo trato com as pessoas. Comecei a ler na semana seguinte.

Ler um livro com o título de fazer amigos já pede uma certa humildade, uma certa quebra de orgulho. Fazer as pessoas se sentirem bem com sua companhia, é simples e brilhante. Saber ouvir. Não ter pressa ao escutar as pessoas e ser positivo sempre.

3. Os segredos da mente milionária. (T. Harv Eker)

Lição: Não deixe o dinheiro ditar suas escolhas

Muitos livros eu comprei assim, fazendo hora na livraria. Li o início e, boom, claro que quero ser milionário!

Ao ler, percebi que o título deveria ser: Liberdade! Deixe de ser refém do seu dinheiro! É impressionante o quanto deixamos o valor das coisas influenciar na nossa escolha. Decida antes, depois verifique se é caro ou não, O valor das coisas é sempre relativo, não aproveite promoções em um mês que você está no vermelho. Compre o máximo possível à vista. Gaste menos do que você ganha, e não tudo que tem na conta bancária.

Tenha uma reserva financeira que te permita ser ousado no trabalho. Não poder perder o emprego vai limitar muito seu desempenho profissional.

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Foi justamente este primeiro livro da lista que me ensinou o poder da leitura, por isso será sempre o primeiro. E lembre-se, “Tudo que você lê com atenção, você absorve.”


“Seja mais tolerante com os erros dos outros, assim será mais tolerante com seus próprios erros.”


Criticar está onipresente nos dias de hoje. As pessoas julgam e são julgadas porque julgam o tempo todo. É um circulo. Quem não julga ou não reclama dos outros, normalmente, é estranho. Contudo, funciona. É menos condenado pelos outros. Tem uma frase taoista que diz:

“A person who lives correctly,
When travelling on foot, will never meet a buffalo or tiger.
How so? Because “death” has no part of them.” (Lao Tzu)

“Uma pessoa que vive corretamente, em uma jornada a pé, nunca encontrará um búfalo ou um tigre. Mas, como? Porque a morte não faz parte dela.”

Quem nunca fala mal dos vizinhos, é esquecido na hora que os vizinhos estão falando mal. Vive fora do ciclo vicioso. A parte ruim também faz parte das pessoas, não deve ser apontada.

A visão intrínseca é ainda mais importante. Aceitando mais as outras pessoas como elas são, o próprio indivíduo se aceita mais como é. Com seus defeitos e teimosias. A busca pela serenidade e felicidade passa por este caminho.

“Termine seus emails com perguntas. Por quê?”


Escrever email é uma arte. A comunicação escrita tem muitas vantagens que muita gente não percebe. A principal delas é ser ouvido, muitas pessoas tem dificuldade de ouvir argumentos por muito tempo, teimam em interromper. Porém, um texto bem escrito prende o destinatário e possibilita que a ideia seja entregue de uma forma mais completa.

Algumas dicas para prender o leitor e obter sua resposta com a maior precisão possível:

1. Para, com/cópia e com/cópia oculta são coisas sérias.

    Para - Coloque o email da pessoa que deve responder ou a quem é destinada a informação. Geralmente, é uma pessoa apenas. Pense bem antes de preencher.
    com/cópia - Todos os outros que devem saber do assunto, mas não tem ação direta a fazer neste momento.
    com/cópia oculta - Use com o propósito de proteger a privacidade dos usuários dos emails.

2. Assunto - Quanto mais simples melhor. Ex: "Casa na Árvore"

3. Início / meio / fim. 

A outra pessoa não está dentro da sua cabeça (Lembre-se sempre disso). Faça uma introdução do assunto, como se estivesse fazendo uma redação do colégio. Um aquecimento para o assunto em questão.

Ex: "Sobre aquele projeto de construir uma casa na árvore."

Então, descreva o assunto detalhadamente com o menor número de palavras possíveis. Não tenha medo de usar tópicos. Eles deixam a ideia mais clara e o email mais limpo.

Ex:"Cortamos a árvore com a serra.
       Buscamos os galhos 
       Montamos conforme as instruções do site."

Finalize sua ideia. Dê sua opinião.

Ex."Eu acho que conseguimos fazer. Só precisamos de uma serra." 

4. Termine com uma pergunta.

Sempre termine com uma pergunta, seja bem claro com o que você precisa que o destinatário te responda.

Ex: "Você pode trazer a sua serra semana que vem?"

5. Assinatura - Email e telefone sempre.


O leitor foi conduzido para a pergunta final elegantemente. Ele pode responder sim ou não, mas a ideia foi passada de forma completa. A chance de desentendimentos e erros de comunicação diminui bastante.

Sem a pergunta final, o destinatário não sabe, exatamente, o que o remetente quer e fica enrolando para responder. Os emails se acumulam e são tratados como vilões.

Nada impede que sejam feitas mais de uma pergunta no mesmo email, mas elas devem sempre ser as últimas frases lidas. Apenas a assinatura vem depois, para deixar claro a quem responder.


E você, vai terminar seus emails com perguntas a partir de agora?



“As pessoas estão viciadas em humor. Mais um jeito de fugir da realidade.”

Facebook, Twitter, todo momento tem alguém fazendo uma piada ou postando um meme engraçado. É normal querer ser engraçado. Todo mundo gosta de rir e de fazer rir. Com a internet fica ainda mais fácil, nem precisa pensar, é só clicar em compartilhar e pronto. Talvez essa facilidade que seja o problema. Tudo em excesso não é bom.

Existe aquele velho lema, usar o humor como defesa pessoal com o proposito de desviar de um assunto delicado. E me parece que este mal, que deveria ser apenas uma fase do amadurecimento de cada um, está tomando proporções exageradas. Adolescentes mais velhos.

Impulsionadas pelas redes sociais, uma piada tem muito mais visibilidade que assuntos mais sérios. O comprometimento de uma piada é superficial. Não estou julgando os comediantes, mas sim a capacidade de transformar assuntos mais sérios em piadas, fugindo da discussão que possibilitaria resolver ou, pelo menos, melhorar. 

Como se fosse os viciados em cerveja que precisam ficar bêbados todos os dias para esquecer os problemas da vida, em vez de encará-los. 

Rir faz bem demais. Rir demais faz mal. 


“O momento que você percebe que um livro pode mudar sua vida.”

A frase em questão é incompleta de propósito. Fui buscar um instante, um click, em que o leitor de livros percebe a dimensão que a vida pode ter e opta por ler mais. 

No Brasil, a leitura não é muito popular. A população não faz ideia dos benefícios que um livro pode trazer. Considero que qualquer leitura já traz uma melhora da concentração. Ajudando o foco no trabalho e ao lidar com as decisões da vida sem deixar pra lá. Um livro pode ser deixado de lado enquanto pensamos a respeito do último parágrafo. Assim, temos tempo para decidir concordar ou não com as atitudes do personagem principal. Já, na TV temos comentaristas de futebol e atores nas novelas decidindo por você. E, fazendo de tudo para que volte no dia seguinte.

Não existe tempo para pensar, quanto mais para ler.

Existem livros que tem o objetivo de mudar a sua vida para melhor. São chamados autoajuda. Não entendo porque o preconceito com o nome. Ser autodidata é uma coisa boa. Muitos criticam dizendo que você vai se tornar igual a todo mundo e vai perder a individualidade lendo estes livros. Só podem ser comentários de telespectadores assíduos, acostumados a ter opiniões que o jornalista da TV deu pra ele. É possível discordar da leitura. Há tempo para pensar e decidir.