Domingo, Novembro 16

Teoria do Guarda-chuva

Existe uma teoria popular, brasileira e pessimista, que diz que quando se leva um guarda-chuva consigo, a chance de chover ao fim do dia diminui.

Como acho que o otimismo é o segredo da felicidade, gosto de acreditar nesta teoria. Porém, com uma pequena diferença:

Quando o tempo está fechando, pergunto para quem estiver do meu lado se tem guarda-chuva. Caso positivo, fico tranqüilo que vai "espantar" a chuva. Caso contrário, pergunto pra outra pessoa.

Assim, não preciso andar com guarda-chuva. Transformo o pessimismo dos outros em otimismo pra mim e depois empresto pra quem quiser.

Chuva tem hora certa, depois que eu chegar em casa!

Domingo, Setembro 28

"As pessoas são diferentes quando estão em um grupo. 3 pessoas formam um grupo."

É interessante como as pessoas agem diferente quando estão em um grupo. Como se a necessidade de se sentir enturmado faça pequenas mentiras surgirem mais facilmente. Normalmente para impressionar, ou para não impressionar negativamente, é ajustada uma ou outra característica pessoal.

Até acho natural que todos queiram se sentir parte de algo. Mas, há limites, pessoais principalmente. As vezes o líder de um grupo é o desconhecido de um outro. Faz parte das afinidades da vida. Não existe o melhor em tudo.

Acredito que só conhecemos alguém de verdade quando conversamos a sós. E sem julgamentos. Sem cobranças. Sem nada. Sem que existam pré-concepções a respeito das respostas. Mesmo das perguntas retóricas.

Apenas a liberdade de ouvir com atenção e observar as diferenças.

Domingo, Agosto 3

Porque P8?

Resolvi inventar um apelido pra mim. Algo diferente, porém discreto. Algo que se destaque perante uma lista de nomes, mas não muito. Nomes compridos são metidos demais. P8 é simpático, curioso, simples, direto e instigante.

P de Pedro, meu nome que gosto muito e aprendi a viver em volta dele. A letra P é firme e decidida. Une os lábios com força. Só solta a voz quando tem certeza.

8 é o número que escolhi para me acompanhar. Como todo menino brasileiro, tinha o sonho de ser jogador de futebol, gostava de jogar no meio-campo e tinha os números 7 e 8 como preferidos.

Quando eu tinha 13 anos, fui jogar um campeonato de futebol e tive de escolher um número. Preferi o 8, pois era mais despretensioso, o 7 tinha muitos pretendentes. Além disso, 8 pode significar infinito. Pode ser desmembrado em 3, em É, em 0(zeros). A multiplicidade me fascina.

Com 14 anos comecei a fazer kung fu e aprendi que as formas redondas eram melhores respostas para a vida. Um soco deve ser desviado, e não, combatido. Círculos são ciclos, tem o lado ruim, mas sempre volta ao lado bom. Yin Yang. O 8 não tem pontas.

O Kung Fu teve grande importância na minha vida, assim como as filosofias chinesas que aprendi através desta arte. Então, saber que os chineses assinam o número 8 como um número de sorte, gera mais uma afirmação de que estou no caminho certo. O meu.


P8 é a minha personalidade que busco descobrir e desenvolver diariamente.

Domingo, Junho 29

"A vida aumenta a medida que refletimos sobre as menores coisas."

Detalhes unidos formam conteúdos. Uma vez que pensamos intrinsecamente sobre os fatos, notamos partes impensadas. Detalhes deixam de ser pequenos quando são notados e observados. Pensados, e colados à vida como uma nova peça que se junta ao todo em si. Cada um usa como cola sua peculiar interpretação. Construindo assim sua própria percepção das coisas.

A vida é formada por infinitos detalhes. Todavia, todos que surgem à superfície constantemente são mais óbvios e identificáveis. Pensando bem, mesmo estes podem ter novas interpretações.

Como por exemplo o ato de RESPIRAR. Todos respiram, mas as pessoas que já pensaram no ato em si: inspirar, utilizar o diafragma e expirar em tempos tranqüilos e determinados têm uma noção mais completa sobre o que é respirar, em minhas palavras, têm uma vida maior.

Existem filmes, músicas e livros que dissecam os menores assuntos a ponto de explicar ou fazer perceber os detalhes da vida. Por este motivo são tratados como cultura.

Compreender as minucias e tirar conclusões aumenta os pontos de vista, ajudando assim a respeitar opiniões contrárias e definir mais as próprias.

Sexta-feira, Maio 16

"Felicidade demais esconde tristeza."

Noto um excesso de felicidade em algumas pessoas. Indivíduos que não conseguem desperdiçar uma oportunidade de fazer graça. Utilizam as piadas com descaso, e costumam rir de tudo. Tudo pode ser engraçado em uma mente destinada a fazer rir. Uma frase bem colocada, uma resposta com a entonação certa ou até mesmo uma careta espontânea.

Não os acho bobos, fazem sem perceber. Utilizam o humor para esquecer os problemas da vida ao invés de encará-los, como uma defesa inconsciente, uma fuga intempestiva nos momentos de fragilidade.

No entanto, ao enxergar o humor como um tema e não um improvável inexplorado, conseguimos medir o inconsciente pelo consciente e torná-lo menos abstrato. Assim, facilitando o emprego do humor nos momentos apropriados, sem apelação. Sem exagero.

Um exemplo de felicidade exacerbada é a melancolia dos palhaços. É uma antítese simples, um sorriso triste. Algo feliz por fora, mas triste em essência. Talvez por este motivo existem tantas opiniões discrepantes sobre eles.

Quarta-feira, Abril 23

Quais são seus planos para o presente?

O que fazer agora para ter um presente melhor no futuro?

Tudo tem um começo. Normalmente é mais simples começar do que terminar. Mas depois de iniciar o meio fica mais fácil e o fim agora existe. Por isso, uma ação singela pode guardar simbolismos grandiosos, especiais mesmo que secretos.

Não é necessário explicar pois cada um entende de um jeito distinto. Apenas siga uma direção nova sem esquecer as antigas. Cultive um novo ou velho hábito.

Observe e mantenha foco no que pode ser. Coletar fins é um objetivo interessante, provavelmente por ser difícil. Desafios? Falo de ações e reações de acordo com o que for mais atraente e não conveniente. Ser e ter atitudes compatíveis com os desejos internos.

Domingo, Abril 6

"Saber quem você é, é uma sensação e não uma descrição."

Existem duas pessoas em todo mundo: a que sobrevive e a que vive. Sobreviver é fazer o necessário para passar mais um dia no mundo. Viver é ter uma vida, com objetivos e aspirações buscando um futuro mais feliz.

Estas podem ser confundidas com realidade e sonhos. Além de outras comparações plausíveis, mas escolhi estas para exemplificar.

Quando vivemos o cotidiano sem pensar nos nossos sonhos. Nos sentimos perdidos, longe de quem somos. Sem opinião própria. Pegamos emprestado às vezes, mas sabemos não ser nossa. Pés inquietos, como querendo fugir da vida. Dar um tempo.

E é só uma questão de tempo mesmo. Parar para acertar o caminho.

Quanto mais a sua realidade vai de acordo com os seus sonhos, mas próximo de si mesmo você está. É aquela sensação de coragem para encarar a vida com otimismo, independente do presente ou do futuro. É uma sensação que não pode ser descrita. É difícil de ser explicada. É uma certeza sobre o incerto. Pés firmes no chão, mesmo sem o chão. Vem com uma tranqüilidade de ser quem você é e pronto.


Neste mundo volátil, nos perdemos e nos achamos inúmeras vezes ao longo do caminho.
É como um ciclo da vida.